sexta-feira, 22 de novembro de 2013

"Em horas como essa, meu amigo Timão aqui diz: Você deve por o seu traseiro no passado."

O mais irracional dos sentimentos humanos. Ele é mau, ele te faz pensar que está com a razão quando você definitivamente não está. Ele suga sua vitalidade e te deixa muito, mas muito irritado. Eu tenho, e uau… bastante.
Eu me considero uma pessoa racional……… but probably not. Ninguém ciumento pode ser considerado racional. Então antes de se achar o racionalismo em pessoa, veja se você já não passou por um caso desses!
Você tem um amigo. Se conhecem há pouco tempo, mas por algum motivo você gosta dele, bastante. Só que, ao contrário de você, ele não liga muito. Ele faz as coisas, mas você nunca é convidado, e sempre que quer fazer alguma coisa com ele, ele já tem algo marcado. Uma festa, um encontro, uma outra saída… será que você não torce para ele achar chato para que, da próxima vez, ele escolha fazer o programa com você? Será que você não se sente sempre trocado, mesmo que os outros programas dele já estivessem marcados antes, e pareçam ser mais legais e interessantes que os seus?
Você tem um amigo(a). Você tem outro amigo(a). Vamos dar nomes. Você conhece João e Maria. Mas João não conhece Maria. Por alguma razão, um evento seu promove o encontro dos dois. De repente, João e Maria ficam amigos. Nenhum problema, certo? Errado! Agora João e Maria agem como melhores amigos, passam a fazer as coisas juntos e nem sequer te chamar… você passou pra segundo plano. Agora aquela amizade que você ajudou a criar dilacerou a sua amizade com os dois. Super divertido.
Você é um amigo normal de outra pessoa. Vocês se falam às vezes, saem e tal, como quaisquer amigos fazem. Mas aí essa pessoa fica namorada de outro alguém. Agora seu amigo está feliz! Que ótimo, certo? Errado de novo! Maldito(a) namorado(a)! Só matando mesmo… eles são um casal feliz, postam fotos  redes sociais, se amam publica e privadamente… mas e você? Nada mais importa! Por isso que eu digo… cabeça de namorado é igual período colonial. Monopólio de comércio! Nada mais triste pra uma amizade do que um namorado no meio (claro que depende do casal).
Se identificou, né? Ninguém escapa! Acontece sempre… mas "coisas ruins acontecem na vida, e não há nada que você possa fazer sobre isso, certo? Errado! Quando o mundo vira as costas pra você, você vira as costas pro mundo!", já dizia o sábio Timão. Brincadeira, não vire as costas pro mundo. Só conviva com esse ciúme mesmo e vida que segue!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Once upon a time

Eu sei que parece clichê. Eu sei que soa falso. Sei também que soa vazio. Mas tudo o que vou dizer é a mais pura verdade.
Durante 17 anos, minha residência mudou de endereço duas vezes. Mas a minha casa, um lugar pra chamar de lar, pra me sentir à vontade, pra ser cuidado, pra me divertir e divertir os outros, esse nunca mudou.
Estudo na mesma escola desde que nasci. Ceat. O nome ecoa em meus ouvidos como uma poesia. O castelinho de Santa Teresa. Em nenhum outro lugar me sinto tão à vontade. E o pior, é que quem não conhece acha que é exagero. Quem nunca viu como é, acha que é drama. Acha que colégio é como uma prisão, em que é obrigado a fazer coisas completamente não prazerosas e sem nenhuma utilidade. Não vive a semana, não vive a escola, e mal pode esperar pela sexta-feira à noite. Desses, o único sentimento é o mais terrível do ser humano: pena.
Na minha escola, todos têm voz. Há diálogo. E mais importante: não importa como você seja, gay, bi, gosta de rir exageradamente, feioso, errado, nerd, gordo. Você vai ser aceito.
Os professores não são como carcereiros, torturadores. Eles são seres humanos. Eles conversam, dialogam, discutem, negociam. A coordenação é acessível, igualmente. As coisas são feitas de um jeito que não prejudiquem ninguém. Elas acontecem, dão certo.
Todos esses aspectos contribuem para o sentimento que me incendeia nesse instante. Saudade. O ano ainda nem acabou, ainda não me formei, mas é como se parte de mim estivesse sendo cortada a cada dia que fica mais próxima a colação de grau. Nada será como antes. Será como se puxassem um tapete sobre o qual estou desde o início da minha existência. Tapete que amei do início ao fim, e que mesmo depois que puxem, me joguem no chão e me chamem para a realidade, eu ainda vou querer deixar pendurado, para sempre que estiver triste, olhar para ele e para suas estampas, e lembrar das melhores coisas. Meu colégio, ficará na minha memória, para sempre.
CEAT ontem, hoje e sempre.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Inerente ou facultativo?

Acreditar nas pessoas até o último segundo. Ninguém é mal até que essa maldade se manifesta de forma efetiva e contundente.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"Essa vai para os professores do Rio de Janeiro...

...
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de gentileza

Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
'Amor: palavra que liberta'
Já dizia o profeta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca."

- Marisa Monte, 06/10/2013

domingo, 29 de setembro de 2013

Você vai lembrar disso no fim do dia?

Vivo a vida como um adolescente normal. Naturalmente, algumas vezes ocorrem situações inusitadas, como em qualquer vida. Uma mulher do Bob's que tá contando o troco e diz "to fazendo merda aqui!", algum amigo que vai pedir troco, tosse e fica rouco pelo resto do dia, alguma grosseria acidental que alguém faz com outra pessoa, uma gentileza no estilo levantar para outra pessoa sentar, seja no ônibus e no metrô, etc.
Algumas dessas histórias acontecem com a gente com pessoas desconhecidas, e a gente não esquece. Sobre isso, outro dia me peguei pensando, será que essas pessoas fizeram como eu e, quando chegaram em casa, contaram essa história? Compartilharam com os amigos? Riram sozinhos? Lembram até hoje? Depois desse questionamento, me obriguei a perguntar a um amigo se ele sentia o mesmo com relação a essas histórias, se faria alguma diferença pra ele se essas pessoas estranhas lembrassem dessas histórias inusitadas. Me surpreendi. Ele não só pareceu indiferente quanto a isso, como analisou a minha proposição e, depois de minha confissão de que ficaria feliz se elas lembrassem, me disse que isso acontecia pois eu gostaria de ser lembrado pelas pessoas.
Aquilo ficou na minha cabeça, martelando… e é a mais pura verdade!
Nada pior, pra mim, do que ser esquecido. Do que parecer irrelevante à vida de pessoas que eu gostaria de ser relevante. E isso tem inúmeras implicações.
Chamar pra conversar, querer sair, marcar encontros, e principalmente, criar uma "interna", são coisas essenciais pra mim. O laço só é mais forte quando se tem uma marca registrada de uma amizade pra mim. Uma música que faça lembrar a pessoa, um toque, uma ação ou uma situação que faça um lembrar do outro. Isso é uma conexão de verdade, algo que não te faz ser esquecido e que te faz não esquecer a outra pessoa.
Com quem realmente me importo, tem sempre algo que me lembra a pessoa de imediato. Seria uma pena, talvez, se esse sentimento não fosse sempre recíproco. E imagina? É exatamente o que acontece. Não ter reciprocidade numa amizade é a pior coisa que tem. É preciso muita personalidade pra não se abalar ao perceber que isso acontece.
Voltando aos desconhecidos, ainda me pergunto se a moça do Bob's lembra do "to fazendo merda aqui!!", ou se o cara do cinema lembra dos quatro adolescentes que perderam o ingresso e foram mendigar pra poder ir ver em outro horário de outro dia. No entanto, a pergunta que não quer calar é: será que isso acontece com todo mundo? Será que você vai ser lembrado no fim do dia?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"Máscaras cairão automaticamente"

Você provavelmente já ouviu essa frase, principalmente se já viajou de avião e não ignora as recomendações de segurança. Afinal, ela é sempre dita seguindo um "em caso de despressurização da cabine," que bem, você não vai gostar se acontecer.
O que acontece é que a palavra PRESSÃO é uma das que mais se aplica às mais diversas situações. Na nossa vida, ela é sem dúvida algo que está sempre conosco.
Só pra começar, temos a pressão que nos faz seres vivos. Sem a Pressão Atmosférica, de nada adiantaria nosso superdesenvolvido organismo. É ela que não deixa nossos corpos se desintegrarem. Agradeçam a ela todos os dias.
Não satisfeita em manter nossa pele junto aos músculos e ossos, é num jogo de pressão que respiramos. Pra quem não sabe, o diafragma muda a pressão interna da caixa torácica para o ar entrar e sair.
Agora vamos lá, você quer brigar com alguém. Quer dar um soco na pessoa. Bom, eu te aconselharia a, se conseguir, bater com a mesma força, porém com apenas um dedo, de preferência dobrado. Pressão. Se diminuir a área de contato, a pressão será maior e, portanto, a dor também. Não tomem isso como uma apologia à violência, fiquemos na paz, mas se é pra bater, bate direito, né.
Não vou nem comentar sobre a pressão debaixo d'água, ou sobre a em grandes altitudes.
Falemos então da pressão que é o terror. A psicológica. Seja ela individual, social, parental, familiar, ela é cruel. E mesmo sem querer, as pessoas acabam cobrando sempre umas das outras. Por pressão, você tem que dizer "de nada" toda vez que alguém agradece. Pensa bem. De nada é mentira, né?! Falar "foi um prazer", "nenhum incômodo", "besteira" tudo bem, mas de nada é meio exagerado, pelo menos eu acho.
Fora isso, tem uma coisa que me deixa indignado. Um alguém qualquer faz uma boa ação (ajuda um idoso, socorre alguém na rua, avisa sobre um furto) e, para "justificar" diz: "ah, hoje é com ele, amanhã é comigo né". Que tipo de consciência coletiva é essa? Alguém faz o que é certo pra poder estar em condição de cobrar quando for o contrário? Discordo. Se faço qualquer ação, foi por escolha minha, porque fiz o que achei certo fazer, e não porque gostaria que fizessem o mesmo comigo. Não estou dizendo que não gostaria, mas na hora isso nem passa pela minha cabeça. Deve ser a pressão. A pessoa faz porque se não fizer, vai sofrer críticas. Faça o que acha certo!
De todas as pressões, a última é a única que podemos tentar evitar. Seria bom fazer isso, porque senão, nesse ritmo, de tanta pressão, íamos acabar torcendo para uma despressurização na cabine pra nos livrarmos de todas logo de uma vez.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Muito ruim!


Acho que todo mundo já ouviu essa frase sobre uma série de livros, filmes ou de um seriado favorito. Acontece que o que as pessoas mais gostam de fazer hoje em dia é criticar. Como lidar? É fácil, se você gosta, não vai parar de gostar, não é mesmo? E você ainda aproveita pra conhecer melhor a pessoa que critica. Observe:

1) Crepúsculo é uma merda. Hm, por que? Ah, eu comecei a ler e a história não me prendeu, não gostei. -> beleza, esse se deu a possibilidade de tentar, uma pena que não tenha gostado. Esse é o tal do crítico investigador.

2) Crepúsculo é uma merda. Harry Potter é uma merda. Percy Jackson é uma merda, etc etc. -> Com esse aí nem se discute. Ele é o melhor de todos, porque nada é bom o suficiente pra ele. Chamemos-lo de crítico cético.

3) Crepúsculo é uma merda. Por que? Ah porra o cara é gay tanto o ator quanto o personagem tá de sacanagem né e também o outro cara fica tirando a camisa. -> wow. Percebe como os argumentos são muito bem elaborados? Aposto que ele ficou horas pensando sobre isso pra falar observações tão interessantes e relevantes. Crítico desesperado, então.

Bom, tem vários outros, mas já captou a ideia? Criticar que é bom, todo mundo quer, então não importa, vai querer fazer isso da forma mais ilegítima possível e não quer nem saber!

Obs1: quis fazer esse texto porque me lembrei do meu professor de sociologia falando mal de Harry Potter e Percy Jackson sem nem ter tocado nos livros, falando que eram uma merda e que bom mesmo era ler livros grossos que nem o que ele estava na hora. Bela crítica (ou quase?)
Obs2: escolhi Crepúsculo porque é o que pelo menos eu ouço mais críticas a respeito.  E bom, quanto à minha opinião, eu realmente não consegui ler o livro, porque não foi uma história que me manteve ansioso toda vez que eu não podia lê-la. Mas eu vi os filmes na moral, e não tenho nenhum problema com eles. Vamos prestar atenção nas nossas críticas, galera!

domingo, 8 de setembro de 2013

Red bull

A leitura, qualquer que seja ela, é importante. Ler jornal, revistas, livros, crônicas, blogs (he) ou outro são fundamentais para a formação de um bom alguém. Alguém capaz de discutir, de compreender, e com embasamento pra criticar. Aquele que diz que não gosta de ler, das duas uma: ou não gosta de pensar, ou nunca leu de verdade. Comece com histórias de aventura, histórias fantásticas. Eu diria que elas são a que mais libertam a pessoa,  fazem girar as engrenagens do que chamamos de cérebro. O importante é ler. Ler te dá asas!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Desejo de Grávida

O vestibular é como a gravidez. Por eles, a maioria quer passar. Se tudo correr bem, tudo indica uma vida melhor pra frente. Se tudo der errado, é um desastre. Na hora H, a dor é insuportável, e os meses que antecedem são os mais tensos. É verdade, está ouvindo da boca de um vestibulando. Não importa o quanto tentem te tranquilizar, você não quer nada além de que aquela tensão passe. Dores de cabeça, cansaço, indisposição, baixa imunidade, vulnerabilidade, são todos sintomas de alguém às vésperas do vestibular, assim como dores e enjoos acompanham uma mulher grávida. Chega um momento em que não se pensa em mais nada. Todos, ou quase todos, sucumbirão em algum momento, pois a vida é diferente. Cairão doentes, serão atormentados pelas dores e pelo sono, comer passa a ser necessidade e não prazer. Falando em prazeres, eles somem da sua vida. Tudo o que resta é a ansiedade. E não adianta fugir: na maior parte das vezes, ou é isso ou nada. Essa é a vida de um vestibulando, e quando chegar a hora, só supera quem está preparado para ela.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Apresentação

Olá, leitores! Depois de algum tempo só na vontade, resolvi criar esse blog. Ele será espaço para as ideias, frustrações, comemorações, inspirações, divagações e elucubrações que eu julgar mais importantes. Desabafos também tenham seu lugar, talvez. Aceito críticas e, principalmente, espero que gostem! Abraços e boa leitura!